Goiás, 10 de setembro de 2026
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Goiano de 28 anos morre em ataque durante guerra na Ucrânia

Gabriel Ferreira de Rezende, de 28 anos, voltou ao país após sobreviver a um bombardeio e acabou morto em novo ataque

O goiano Gabriel Ferreira de Rezende, de 28 anos, morreu durante a guerra entre Rússia e Ucrânia após um ataque de drones russos. Nascido e criado em Inhumas, ele havia retornado à Ucrânia depois de sobreviver a um bombardeio em uma passagem anterior pelo país.

A confirmação da morte demorou semanas para chegar aos familiares. Segundo um parente, Gabriel desapareceu em julho enquanto estava em uma região de combate. Ele teria morrido ao lado de outros 11 brasileiros que também estavam na área.

A namorada foi a primeira pessoa próxima a receber a informação, por meio de contatos que mantinha na Ucrânia. Somente na terça-feira (8) os familiares tiveram a confirmação e começaram a prestar homenagens ao jovem.

Do desejo pelo Exército à Ucrânia

Gabriel tinha como objetivo seguir carreira no Exército Brasileiro. Como não conseguiu realizar esse projeto no Brasil, encontrou na Ucrânia uma alternativa para exercer uma função ligada à vida militar.

Ele viajou ao país como voluntário e, inicialmente, trabalhou como capelão militar, dando suporte religioso a integrantes das forças ucranianas. De acordo com a família, posteriormente passou a atuar também diretamente como soldado.

A experiência anterior no conflito terminou após Gabriel ser atingido em um bombardeio. Um dos ferimentos atingiu seu olho, fazendo com que ele retornasse ao Brasil para tratamento e recuperação em Inhumas.

Mesmo depois de se recuperar, decidiu retornar à Ucrânia.

Uma trajetória entre religião, idiomas e vida militar

A relação de Gabriel com a religião antecedeu sua atuação como capelão. Ele chegou a estudar em um seminário católico com a intenção de seguir o sacerdócio, mas não concluiu a formação.

Durante essa fase, participou de viagens e comícios religiosos. A família também destacava sua facilidade para aprender idiomas: Gabriel falava quatro línguas.

Nas redes sociais, ele compartilhava registros relacionados à vida militar e chegou a publicar uma mensagem sobre sua vocação para servir e proteger.

Longe de Inhumas, o contato com os familiares continuava frequente. Gabriel costumava telefonar, enviar vídeos e mostrar momentos de sua rotina.

O silêncio causado pelo desaparecimento em julho aumentou a preocupação da família, que passou semanas sem saber o que havia acontecido até receber a confirmação de sua morte.

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