Goiás, 3 de fevereiro de 2026
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Diversidade

OMS reconhece Brasil por erradicar transmissão vertical do HIV

Certificação internacional destaca impacto das políticas públicas do SUS na prevenção da transmissão do vírus de gestantes para bebês.

© MS/Divulgação

O Brasil alcançou um marco histórico na saúde pública ao ser reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o maior país do mundo a eliminar a transmissão do HIV de mãe para filho. A conquista foi anunciada pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov.

Segundo o ministro, uma comitiva formada por representantes da Unaids e da OMS deve visitar o país nesta semana para oficializar a certificação junto ao governo brasileiro.

Padilha destacou que o reconhecimento é fruto da atuação do Sistema Único de Saúde, que assegura testagem precoce nas unidades básicas, exames regulares no pré-natal e tratamento medicamentoso contínuo para gestantes que vivem com HIV.

O ministro também ressaltou que, no passado, o Brasil enfrentava um cenário marcado por abrigos destinados a crianças que nasciam com HIV após perderem os pais para a Aids. De acordo com ele, essa realidade foi superada com a eliminação da transmissão vertical no país.

Ainda conforme Padilha, o Brasil encaminhou à OMS, em julho, um dossiê técnico com dados oficiais do SUS que embasaram o reconhecimento internacional.

Ações contra impactos das apostas online

Durante a entrevista, o ministro também apresentou medidas do Ministério da Saúde voltadas à redução dos danos à saúde mental causados pelas apostas eletrônicas. Entre elas está o Observatório Saúde de Apostas Eletrônicas, que reúne ações de monitoramento e prevenção.

Uma das iniciativas permite o bloqueio simultâneo de contas em sites de apostas por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Também está prevista a implantação de um serviço de teleatendimento psicossocial, ampliando o acesso a acompanhamento psicológico e psiquiátrico.

Estudos do ministério apontam que o atendimento online facilita a busca por ajuda, já que muitos usuários evitam procurar presencialmente os serviços tradicionais de saúde mental. A estimativa é que cerca de cinco mil atendimentos desse tipo sejam realizados ainda neste ano.

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