Goiás, 3 de fevereiro de 2026
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Sono de 8 horas seguidas não é natural, dizem estudos históricos

Pesquisas indicam que o modelo de sono contínuo se consolidou apenas nos últimos dois séculos, após mudanças sociais e tecnológicas.

Foto? Canva

A recomendação de dormir oito horas ininterruptas por noite nem sempre esteve presente na história humana. Estudos históricos e científicos apontam que, por grande parte do passado, o sono era dividido em dois períodos distintos, separados por um intervalo de vigília durante a madrugada.

Esse hábito era comum em diferentes regiões do mundo e aparece em registros históricos, cartas, diários e obras literárias. Após o anoitecer, as pessoas iam para a cama cedo, acordavam por volta da meia-noite e retomavam o sono algumas horas depois.

O intervalo noturno era considerado um momento produtivo ou reflexivo. Algumas pessoas realizavam pequenas tarefas domésticas, enquanto outras aproveitavam o silêncio para rezar, refletir, socializar ou registrar pensamentos.

Mudanças sociais alteraram o sono

A consolidação do sono contínuo ocorreu principalmente a partir dos séculos XVIII e XIX, com a expansão da iluminação artificial e a reorganização dos horários de trabalho trazida pela Revolução Industrial.

A exposição à luz durante a noite interfere no funcionamento do relógio biológico, atrasando a produção de melatonina e reduzindo a tendência natural de despertar após algumas horas de sono.

Experimentos científicos que eliminam a luz artificial mostram que muitas pessoas voltam a apresentar um padrão de sono dividido, especialmente em condições que simulam longas noites de inverno.

Por que acordamos às 3 da manhã

Especialistas afirmam que pequenos despertares noturnos são normais e fazem parte da arquitetura natural do sono. A dificuldade surge quando esses momentos são acompanhados de ansiedade e preocupação com o passar do tempo.

Abordagens terapêuticas recomendam evitar a fixação no relógio e adotar atividades tranquilas até que o sono retorne. Aceitar a vigília noturna como parte da experiência humana pode ajudar a reduzir o impacto da insônia.
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*Com informações do The Conversation

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