Goiás, 21 de março de 2026
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Faculdades de medicina em Goiás entram na mira do MEC após baixo desempenho em avaliação nacional

Instituições do estado receberam notas 1 e 2 no Enamed e podem ter vagas suspensas

Sede do Ministério da Educação, em Brasília. MEC vai adotar medidas em relação aos cursos de medicina que tiveram notas 1 e 2 no Enamed — Foto: Angelo Miguel / MEC

Cursos de medicina oferecidos por universidades e faculdades de Goiás poderão sofrer sanções do Ministério da Educação (MEC) após apresentarem resultados insatisfatórios no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado em 2025.

A avaliação atribui notas de 1 a 5 e considera satisfatórios apenas os conceitos a partir da faixa 3. Em Goiás, seis instituições obtiveram notas 1 ou 2, o que acende um alerta para a qualidade da formação médica oferecida no estado.

Com nota mínima ficaram a Faculdade Zarns, em Itumbiara; a Unicerrado, em Goiatuba; o Centro Universitário Alfredo Nasser, em Aparecida de Goiânia; e a Universidade de Rio Verde, nos polos de Goianésia e Formosa. Já na faixa 2 estão a Universidade de Rio Verde, em Aparecida de Goiânia e Rio Verde; a Faculdade Morgana Potrich, em Mineiros; e o Centro Universitário de Mineiros, em Trindade e Mineiros.

O MEC informou que os cursos enquadrados nessas faixas passarão por ações de supervisão conduzidas pela Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior. Entre as possíveis penalidades estão a redução ou suspensão de vagas, a proibição de ampliar ofertas e a restrição ao acesso a programas federais, como o Fies.

O Enamed integra o sistema do Enade e é específico para a graduação em medicina. Além de medir o desempenho dos estudantes, seus resultados podem ser utilizados em processos seletivos de residência médica.

Na edição mais recente, 351 cursos de medicina de todo o país participaram da avaliação. A maioria obteve desempenho satisfatório, mas cerca de um terço ficou nas faixas mais baixas. O Ministério da Educação informou que o exame tem como finalidade identificar o cenário real da formação médica brasileira e orientar políticas de melhoria do ensino superior.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás destacou que nenhuma instituição goiana alcançou a nota máxima na avaliação. Para o órgão, os resultados reforçam preocupações sobre a expansão acelerada de cursos de medicina sem a infraestrutura necessária. A entidade também defende a criação de um exame nacional de proficiência para médicos como forma de garantir maior qualidade na formação profissional.

A Faculdade Zarns, uma das instituições listadas, informou que ainda não recebeu comunicação oficial sobre o resultado, mas avaliou que o Enamed funciona como um instrumento de diagnóstico. A instituição afirmou que utiliza os dados da avaliação para orientar melhorias acadêmicas e reforçou o compromisso com o aprimoramento contínuo da formação médica.

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