Goiás, 27 de maio de 2026
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Diversidade

Advogado com nanismo é reprovado novamente em concurso para delegado e defesa questiona adaptação

Matheus Menezes apresentou recurso após voltar a ser considerado inapto nos exames físicos; defesa afirma que adaptação realizada não foi adequada.

Foto: Reprodução/Instagram de Matheus Menezes Matos

A nova reprovação do advogado Matheus Menezes nos exames físicos do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais voltou a mobilizar a defesa do candidato. Após o resultado preliminar apontá-lo como inapto, foi apresentado recurso administrativo questionando a adaptação aplicada durante a prova.

Matheus, de 25 anos, participa do certame com autorização judicial e segue no concurso com situação ainda pendente de decisão definitiva.

Segundo a defesa, a adaptação garantida após decisão do Supremo Tribunal Federal foi executada, mas não ocorreu de forma adequada. Por esse motivo, o resultado passou a ser contestado oficialmente.

A etapa questionada integra os exames biofísicos do concurso, conhecidos como Testes de Aptidão Física (TAF). Entre as avaliações previstas estão corrida, flexões e salto horizontal — prova em que Matheus acabou eliminado.

O resultado preliminar foi publicado em 15 de maio pela Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso.

Até a última atualização do caso, a banca não havia se manifestado publicamente sobre os questionamentos relacionados ao recurso.

Histórico do caso

A situação envolvendo Matheus ganhou destaque após ele relatar nas redes sociais que o pedido de adaptação feito antes da realização do teste físico não havia sido atendido pela banca organizadora, mesmo com apresentação de laudos médicos.

Na ocasião, ele já havia sido aprovado nas fases objetiva, discursiva e oral, além dos exames biomédicos previstos no processo seletivo.

Após a primeira eliminação, o candidato recorreu à Justiça e conseguiu decisão favorável para refazer a prova física dentro do mesmo concurso.

Ao analisar o caso, o ministro Alexandre de Moraes entendeu que a banca descumpriu entendimento já estabelecido pelo STF sobre a necessidade de adaptações razoáveis em provas físicas aplicadas a candidatos com deficiência.

A repercussão também levou o Instituto Nacional de Nanismo a se posicionar. A entidade criticou a aplicação de critérios físicos sem avaliação individualizada e apontou possível caráter discriminatório na condução da etapa.

Com o recurso agora protocolado, a defesa aguarda o novo posicionamento oficial sobre a permanência de Matheus no concurso.

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