Goiás, 3 de junho de 2026
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Mais de 100 alunos passam mal após almoço em escola de Formosa

Autoridades investigam origem dos sintomas registrados após almoço servido em colégio estadual de período integral.

Centro de Ensino em Período Integral Professor Sérgio Fayad Generoso, em Formosa — Foto: Reprodução

Uma possível intoxicação alimentar registrada em uma escola estadual de Formosa colocou mais de 100 estudantes sob observação e motivou uma investigação conduzida por órgãos da saúde e da educação em Goiás.

Os relatos começaram após o almoço servido no Cepi Professor Sérgio Fayad Generoso, localizado no Setor Formosinha. Alunos passaram a apresentar sintomas como enjoo, dores abdominais, vômitos e sensação de desmaio.

Familiares procuraram atendimento médico para os estudantes ao longo dos dias seguintes. Segundo relatos encaminhados à TV Anhanguera, alguns jovens precisaram ser levados ao Hospital Estadual de Formosa entre quinta-feira e domingo.

A Secretaria de Estado da Educação informou que a Coordenação Regional de Educação de Formosa iniciou a apuração da ocorrência e acompanha o desenvolvimento das investigações.

Conforme a pasta, a equipe gestora da escola adotou medidas imediatas após tomar conhecimento dos casos. Além de prestar apoio aos estudantes e servidores, a direção acionou os órgãos competentes para acompanhamento da situação.

Entre as medidas adotadas está o envio de amostras da alimentação servida aos estudantes para um laboratório especializado localizado em Brasília. O objetivo é identificar se existe alguma relação entre os alimentos consumidos e os sintomas relatados.

Segundo informações da unidade escolar, o cardápio oferecido naquele dia incluía arroz, feijão de caldo, escondidinho de carne moída, salada de repolho com tomate e laranja.

A Vigilância Sanitária Municipal também participou da investigação. Uma equipe formada por fiscais e nutricionista realizou inspeções detalhadas na cozinha, nos locais de armazenamento, nos equipamentos utilizados para preparo dos alimentos e nos pontos de abastecimento de água.

De acordo com o coordenador da Vigilância Sanitária de Formosa, não foram encontradas falhas sanitárias ou evidências que indicassem problemas nos procedimentos adotados pela escola.

A carne moída utilizada na refeição foi examinada pelos fiscais e não apresentou sinais aparentes de deterioração ou contaminação. Ainda assim, o alimento acabou sendo descartado por não poder mais ser utilizado.

Paralelamente, a Vigilância Sanitária anunciou uma operação em estabelecimentos próximos ao colégio para verificar se algum produto comercializado na região pode estar relacionado aos casos registrados.

Nesta segunda-feira (1º), a comunidade escolar participou de uma reunião organizada pela Secretaria da Educação para esclarecimento dos fatos. O caso segue em investigação e a conclusão dependerá dos resultados laboratoriais e das análises técnicas em andamento.

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