Diversidade
Pílula contra câncer alcança resultado inédito e leva médicos às lágrimas
Pesquisa de fase 3 aponta ganho expressivo de sobrevida e pode redefinir o tratamento da doença avançada.
Um estudo internacional apresentado durante a edição de 2026 da American Society of Clinical Oncology (ASCO), nos Estados Unidos, revelou resultados promissores para pacientes com câncer de pâncreas metastático que já haviam esgotado as opções convencionais de tratamento.
A pesquisa avaliou o medicamento oral daraxonrasib e constatou um aumento significativo da sobrevida dos pacientes, além de uma redução de 60% no risco de morte em comparação com a quimioterapia utilizada atualmente.
Os resultados vieram de um ensaio clínico de fase 3, etapa considerada decisiva para a validação de novos medicamentos antes da aprovação regulatória.
Ao todo, aproximadamente 500 pacientes participaram da pesquisa. Os voluntários foram distribuídos aleatoriamente entre o grupo que recebeu o comprimido e o grupo submetido à quimioterapia padrão.
Nos pacientes portadores da mutação RAS G12, a forma mais frequente associada ao câncer pancreático, a sobrevida mediana chegou a 13,2 meses com o uso do medicamento. Entre os participantes tratados com quimioterapia, a mediana ficou em 6,6 meses.
Os pesquisadores também registraram melhora no controle da doença. O tempo até o avanço do tumor passou de 3,5 meses para 7,3 meses.
Outro indicador considerado relevante foi a resposta tumoral. Mais de 31% dos pacientes tratados com o daraxonrasib apresentaram redução mensurável dos tumores, quase três vezes mais que os observados entre aqueles que receberam quimioterapia.
Além da eficácia, o medicamento demonstrou um perfil de segurança favorável. A taxa de interrupção do tratamento por efeitos colaterais foi de apenas 1,2%.
O câncer de pâncreas está entre os tumores mais agressivos da medicina moderna. A maioria dos casos é descoberta apenas em estágios avançados, o que reduz significativamente as chances de sucesso terapêutico.
Segundo os autores do estudo, os resultados obtidos representam um avanço importante após décadas de tentativas frustradas para bloquear a proteína RAS, uma das principais responsáveis pelo crescimento desse tipo de tumor.
A empresa responsável pelo desenvolvimento do medicamento informou que os dados serão encaminhados para análise da FDA. Ainda não existe previsão de aprovação ou disponibilidade da terapia no Brasil.

































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