Goiás, 11 de junho de 2026
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Goiânia

Jovem lança celular preso a balões, registra Goiânia do alto e recupera aparelho intacto

Projeto desenvolvido por universitário goiano registrou imagens aéreas da capital e coletou dados atmosféricos durante o trajeto.

Jovem faz vídeo de Goiânia à 3km de altura — Foto: Arquivo pessoal/ Pedro Augusto

O que começou como um projeto pessoal de observação atmosférica acabou se transformando em um fenômeno nas redes sociais. Pedro Augusto de Jesus Castro, de 18 anos, estudante de engenharia da computação, lançou um celular preso a balões de gás hélio e conseguiu registrar Goiânia de uma perspectiva incomum: a mais de 3 mil metros de altitude.

A experiência foi realizada no Setor Sudoeste, onde o universitário mora. O aparelho utilizado foi um Samsung Galaxy S10e adaptado pelo próprio estudante para reduzir peso e permitir o envio remoto de informações durante o voo.

Com conhecimentos de programação e software, Pedro desenvolveu um sistema capaz de transmitir imagens e dados atmosféricos em tempo real. Entre as informações registradas estavam temperatura, pressão atmosférica, altitude e coordenadas de localização.

A primeira tentativa não teve sucesso. Um dos balões rompeu-se poucos minutos após a decolagem, provocando a queda do equipamento. Sem desistir, o estudante reformulou o projeto e realizou um novo lançamento utilizando um balão mais resistente.

Desta vez, o resultado foi além das expectativas. O celular permaneceu aproximadamente 40 minutos no ar e percorreu cerca de seis quilômetros ao longo do trajeto.

Durante o monitoramento pelo GPS, Pedro observou uma descida repentina e acreditou que o balão tivesse estourado. Ao localizar o aparelho, descobriu que o balão continuava intacto e que o celular havia apenas se soltado da estrutura.

Mesmo após despencar de uma altura estimada em cerca de 3,7 mil metros, o equipamento foi encontrado funcionando. O estudante acredita que o peso reduzido do aparelho, a resistência do equipamento e até a possível passagem por uma árvore antes de atingir o solo tenham contribuído para minimizar os danos.

Segundo ele, os dados coletados poderão ser utilizados em análises atmosféricas e projetos ligados à ciência de dados. O próximo desafio será alcançar a estratosfera utilizando um balão meteorológico capaz de atingir até 30 quilômetros de altitude.

A repercussão foi imediata. O vídeo publicado nas redes sociais ultrapassou 2,4 milhões de visualizações e chamou atenção não apenas pelo experimento, mas também pela resistência do celular após a queda.

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