Goiás, 26 de agosto de 2026
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Sífilis dispara em Goiás e atinge maior marca em 15 anos

Estado chegou a 12.012 notificações em 2025, com homens e adultos de 20 a 29 anos entre os grupos com maior número de registros.

O número de notificações de sífilis adquirida em Goiás chegou a 12.012 em 2025, segundo levantamento da Secretaria de Estado da Saúde. O resultado é o maior já registrado na série histórica disponível, que começou em 2010.

O dado equivale a uma média próxima de 33 notificações por dia e representa um avanço de 19,3% sobre o resultado de 2024. Naquele ano, os serviços de saúde registraram 10.070 ocorrências.

A trajetória recente ajuda a dimensionar o crescimento. Em 2023, foram 10.296 notificações. No ano seguinte, houve uma queda de 226 registros. Em 2025, porém, o Estado voltou a superar a marca anterior, com 1.942 notificações a mais que em 2024.

Em relação a 2020, a diferença é ainda maior. Naquele ano, Goiás contabilizou 4.445 notificações. O resultado de 2025 representa uma alta de 170%.

Maioria dos registros é entre homens

Os dados da SES também mostram uma diferença significativa entre os sexos.

Dos 12.012 registros contabilizados no ano passado, 7.485 foram de homens, o equivalente a 62,3% do total. As mulheres somaram 4.482 notificações.

Outros 45 registros não apresentavam a informação sobre o sexo do paciente.

Com isso, os homens responderam por cerca de seis em cada dez notificações feitas em Goiás ao longo de 2025.

Jovens adultos lideram levantamento

A faixa etária de 20 a 29 anos foi a que concentrou o maior número de registros. Foram 4.544 notificações, correspondentes a 37,8% do total estadual.

O segundo grupo com mais ocorrências foi formado por pessoas de 30 a 39 anos, com 2.953 registros. Entre aqueles de 40 a 49 anos, foram 1.725 notificações.

Infecção pode ser curada

A sífilis é causada pela bactéria Treponema pallidum e integra o grupo das infecções sexualmente transmissíveis. O contágio acontece principalmente por meio de relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada.

Embora tenha tratamento e cura, a infecção pode provocar consequências graves quando permanece sem acompanhamento adequado. Com a evolução da doença, diferentes estruturas do organismo podem ser atingidas, entre elas o sistema nervoso, o coração, os vasos sanguíneos, os olhos e o cérebro.

Número de notificações exige atenção na interpretação

O recorde registrado em 2025 não significa, necessariamente, que 12.012 pessoas tenham contraído sífilis naquele ano.

A explicação está na forma como os dados são produzidos. A vigilância epidemiológica contabiliza as notificações realizadas pelos serviços de saúde quando os casos são identificados.

Assim, o levantamento deve ser entendido como um retrato dos registros feitos no sistema de saúde, e não como uma contagem exata de novas infecções ocorridas exclusivamente em 2025.

Registros de 2026 ainda são incompletos

A Secretaria de Estado da Saúde já disponibiliza informações referentes a 2026, mas os números ainda estão em atualização.

Como o ano não terminou, o conjunto de dados é parcial. Dessa forma, não é possível fazer uma comparação direta entre o acumulado de 2026 e os resultados anuais fechados de 2025 ou dos anos anteriores.

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