Diversidade
SUS amplia tratamento e passa a oferecer 3 remédios contra câncer
Novos medicamentos para câncer de pulmão chegam à rede pública em outubro e devem atender cerca de 1,9 mil pacientes
Pixabay
O tratamento do câncer de pulmão pelo SUS ganhará novas alternativas a partir de outubro. O Ministério da Saúde anunciou a incorporação de brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe à rede pública, com previsão inicial de atendimento a aproximadamente 1,9 mil pacientes.
Os três medicamentos são considerados tratamentos de alta tecnologia e têm um custo elevado fora da rede pública. Na rede privada, o valor de um tratamento pode chegar a R$ 643 mil por paciente ao ano.
A medida faz parte de uma mudança mais ampla na política de assistência farmacêutica para pacientes com câncer.
Como funcionam os novos tratamentos
O brigatinibe e o gefitinibe são medicamentos administrados por via oral e fazem parte das chamadas terapias-alvo. Eles atuam sobre alterações específicas das células tumorais, diferentemente dos tratamentos convencionais que podem atingir células saudáveis durante o combate à doença.
Como são de uso oral, podem ser administrados em casa, seguindo a prescrição e o acompanhamento da equipe médica. O Ministério da Saúde também aponta como possível vantagem uma menor frequência de eventos adversos em relação a determinados protocolos tradicionais de quimioterapia.
O terceiro medicamento incluído é o durvalumabe, que pertence a uma estratégia diferente de combate ao câncer. Ele atua sobre o sistema imunológico, favorecendo a resposta do organismo contra as células tumorais.
A indicação prevista é para pessoas com câncer de pulmão em estágio 3 que não podem ser submetidas a cirurgia. Conforme o Ministério da Saúde, estudos relacionados ao tratamento apontam ganhos na sobrevida global dos pacientes.
Nova política terá 23 medicamentos
A chegada dos medicamentos está relacionada à criação da Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco).
Com a nova estrutura, o governo federal será responsável pelo financiamento integral dos medicamentos incluídos na política.
Ao todo, estão previstos 23 medicamentos oncológicos de alto custo. De acordo com o Ministério da Saúde, a iniciativa vai aumentar em 35% a oferta de tratamentos para pacientes com câncer na rede pública.
A expectativa é que a política alcance mais de 100 mil pessoas em todo o país.
Para manter a ampliação do atendimento, o governo estima um investimento anual de R$ 2,1 bilhões.
A inclusão dos três medicamentos para câncer de pulmão representa uma das primeiras ampliações dentro dessa estratégia, permitindo que pacientes do SUS tenham acesso a terapias que possuem custo elevado no setor privado.



































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