Goiás, 18 de junho de 2026
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Diversidade

Após decisão do STF, advogado com nanismo volta a ser reprovado em concurso

FGV negou recurso administrativo de Matheus Menezes, que questiona os critérios adotados nos exames físicos do concurso para delegado da PCMG.

Matheus Menezes foi eliminado em prova de salto durante Teste de Aptidão Física (TAF) — Foto: Reprodução/Instagram de Matheus Menezes

Mesmo após conseguir no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de refazer os exames biofísicos com adaptações, o advogado goiano Matheus Menezes Matos, de 25 anos, voltou a ser reprovado no concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O recurso administrativo apresentado pelo candidato também foi negado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), organizadora do certame.

O resultado definitivo foi divulgado nesta semana e manteve Matheus na condição de “inapto sub judice PcD”, situação em que sua permanência no concurso ainda depende de definições judiciais.

A história do candidato ganhou destaque nacional depois que ele denunciou ter sofrido discriminação durante o Teste de Aptidão Física. Matheus, que tem nanismo, alegou que as exigências físicas do concurso não consideraram adequadamente sua condição, mesmo após a apresentação de laudos médicos e pedidos de adaptação.

Na primeira avaliação, ele foi eliminado por não alcançar a distância mínima exigida em uma prova de impulsão horizontal. A reprovação foi questionada na Justiça e, em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes decidiu anular o resultado, determinando que a banca realizasse um novo exame com adaptações razoáveis.

A FGV afirmou que cumpriu integralmente a decisão judicial e reaplicou os testes. Contudo, Matheus foi novamente considerado inapto.

Antes da etapa física, o advogado havia sido aprovado nas provas objetiva, discursiva, oral e também nos exames biomédicos do concurso.

Ao comentar o caso anteriormente, Matheus afirmou que decidiu tornar a situação pública para defender os direitos das pessoas com deficiência em concursos públicos e incentivar discussões sobre inclusão e igualdade de oportunidades.

Enquanto avalia as próximas medidas, o candidato segue aguardando os desdobramentos judiciais do caso.

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