Goiás, 17 de junho de 2026
Conecte-se conosco

Diversidade

Esquema milionário no Detran eliminava multas, regularizava CNHs e causava prejuízo de R$ 134 mil por dia

Operação da Polícia Civil desmonta grupo que invadia o sistema do Detran-DF, vendia fraudes pela internet e lavava dinheiro por meio de empresas de fachada.

Uma rede criminosa que oferecia serviços ilegais para excluir multas de trânsito, alterar débitos de veículos e devolver a validade de carteiras de habilitação suspensas ou cassadas foi desarticulada em mais uma etapa da Operação Bypass, realizada pela Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta terça-feira (16).

As apurações indicam que os integrantes do grupo conseguiam acessar indevidamente o sistema informatizado do Detran-DF e realizavam alterações irregulares em registros de motoristas e veículos. O prejuízo provocado pelo esquema é estimado em R$ 134 mil por dia.

Ao longo das fases da operação, nove suspeitos foram presos. Além disso, a Justiça autorizou o bloqueio de mais de R$ 12 milhões em contas bancárias e ativos digitais vinculados aos investigados.

A Polícia Civil identificou que os criminosos utilizavam perfis nas redes sociais para atrair clientes interessados em retirar multas ou regularizar a situação da CNH. Os serviços eram divulgados abertamente na internet.

As investigações mostram ainda que a organização possuía uma estrutura semelhante à de uma empresa, com setores especializados. Havia equipes responsáveis pela invasão do sistema, pela captação de clientes, pela coordenação dos pedidos e pelo fluxo financeiro.

O dinheiro arrecadado passava por diversas movimentações bancárias e empresas de fachada, numa estratégia de lavagem de dinheiro destinada a ocultar a origem dos valores.

Na primeira fase da Operação Bypass, foram presos os líderes do esquema e os programadores que desenvolveram uma ferramenta capaz de explorar vulnerabilidades no sistema do Detran. A segunda etapa teve como alvo os responsáveis pela divulgação dos serviços nas redes sociais.

Agora, a terceira fase concentrou-se nos intermediários e operadores financeiros. Três novas prisões temporárias foram realizadas por ordem da 7ª Vara Criminal de Brasília, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático, fraude eletrônica, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Se condenados por todos os crimes, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros integrantes da organização e também os motoristas que pagaram pelos serviços ilegais.

Clique para comentar

Envie seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezesseis + 5 =