Goiás, 10 de junho de 2026
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Mulher presa por fingir ser adolescente já havia enganado igreja e Conselho Tutelar em Goiânia

Antes do caso que ganhou repercussão nacional em Santa Catarina, Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa na capital goiana após mentir a idade para conseguir ajuda e doações.

Amanda Maria Souza de Oliveira fingiu ser criança de 11 anos em Goiânia. Exames mostraram que ela possuía agulhas espalhadas pelo corpo — Foto: Arquivo pessoal/ Conselheiro Rondinelly-Ná

Antes do caso que ganhou repercussão nacional em Santa Catarina, Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa na capital goiana após mentir a idade e usar informações falsas para conseguir ajuda e doações.

O caso que chamou atenção do país após a prisão de uma mulher que fingia ser adolescente em Santa Catarina já havia passado por Goiás. Em 2024, Amanda Maria Souza de Oliveira foi presa em Goiânia depois de enganar uma igreja e o Conselho Tutelar ao afirmar que tinha apenas 11 anos.

Atualmente com 37 anos, Amanda voltou aos noticiários após ser presa em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Segundo as investigações, ela conviveu por mais de um ano com uma família da cidade se apresentando como uma adolescente de 12 anos.

Mas a estratégia utilizada por ela já havia sido identificada anteriormente pelas autoridades goianas.

Caso mobilizou igreja, Conselho Tutelar e hospitais em Goiânia

Em 2024, Amanda procurou ajuda em uma igreja localizada no Setor Parque Acalanto, em Goiânia. Na ocasião, ela afirmou ser uma criança de 11 anos, relatou ter sido vítima de abusos durante a infância e disse estar perdida e precisando de apoio.

Sensibilizados com a situação, membros da igreja acionaram o Conselho Tutelar para acompanhar o caso.

O conselheiro tutelar Rondinelly-Ná, que participou do atendimento, relembrou que a mulher utilizou em Goiânia um discurso semelhante ao que mais tarde seria descoberto em Santa Catarina.

Segundo ele, Amanda não chegou a ser acolhida por uma família na capital, mas permaneceu hospedada em hotéis próximos à rodoviária enquanto buscava ajuda.

Agulhas espalhadas pelo corpo chamaram atenção

Outro detalhe que chamou atenção durante o atendimento foi a presença de centenas de agulhas inseridas em diferentes partes do corpo da mulher.

Por causa dos ferimentos apresentados, Amanda foi encaminhada inicialmente para atendimento médico. Como afirmava ser menor de idade, acabou sendo direcionada para unidades hospitalares voltadas ao público infantil.

Primeiro, ela passou pelo Hospital Estadual da Mulher (Hemu). Em seguida, foi encaminhada ao Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), devido à idade que dizia possuir.

Segundo o conselheiro tutelar, a situação despertou dúvidas e levou à busca de informações junto a outros estados.

Descoberta ocorreu após alerta vindo do Paraná

Durante os atendimentos, Amanda relatou já ter passado por conselhos tutelares em outras regiões do país. A informação motivou uma série de consultas por parte das autoridades.

Foi então que o Conselho Tutelar recebeu informações de órgãos do Paraná indicando que a mulher já havia sido identificada anteriormente em situações semelhantes.

A partir desse cruzamento de dados, foi constatado que ela não era uma criança, mas uma mulher adulta utilizando identidade falsa.

Com a confirmação da verdadeira identidade, a Polícia Militar foi acionada e Amanda recebeu voz de prisão.

Prisão em flagrante e antecedentes em outros estados

Após ser levada para a Central de Flagrantes, os policiais verificaram que Amanda possuía registros criminais em diferentes estados brasileiros.

Segundo a polícia, foram encontrados antecedentes relacionados a falsidade ideológica, uso de documento falso, receptação e estelionato.

Ainda conforme as autoridades, ela admitiu ter mentido sobre a idade para conseguir benefícios e doações.

A Polícia Civil de Goiás informou que Amanda foi presa em flagrante por falsidade ideológica e posteriormente indiciada pelo mesmo crime.

Questionado sobre o caso, o Tribunal de Justiça de Goiás informou não ter localizado processo em nome da investigada em seu sistema.

Caso voltou a repercutir após prisão em Santa Catarina

A história voltou a ganhar repercussão nacional após a prisão de Amanda em Joinville.

De acordo com as investigações catarinenses, ela viveu por mais de um ano com uma família da cidade se apresentando como uma adolescente de 12 anos.

A defesa informou que solicitou a realização de exame de sanidade mental da investigada. O pedido foi aceito pela Justiça e aguarda execução pela Polícia Científica de Santa Catarina.

Enquanto isso, Amanda permanece à disposição da Justiça após a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva.

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