Goiás, 23 de abril de 2026
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STJ manda soltar dono da Choquei em operação da PF

Justiça aponta excesso em prisão de 30 dias e concede habeas corpus a influenciador investigado

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a soltura do influenciador Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, conhecido por administrar a página Choquei. Ele havia sido preso durante a Operação Narco Fluxo, que investiga um esquema bilionário de transações ilegais. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (23) após a Corte considerar irregular o prazo de 30 dias de prisão temporária.

Segundo a defesa, o ministro Messod Azulay Neto entendeu que houve excesso na medida, já que o próprio pedido da autoridade policial previa um prazo inicial de cinco dias. Com base nisso, o habeas corpus foi concedido, restabelecendo os limites legais da custódia.

Raphael estava detido no Núcleo Especial de Custódia do Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. Até o fim da manhã desta quinta-feira, ele ainda não havia deixado a unidade.

A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação da Polícia Federal que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 1,6 bilhão por meio de apostas ilegais, rifas digitais e outros mecanismos financeiros. De acordo com os investigadores, o influenciador atuaria como operador de mídia do grupo, sendo responsável por promover conteúdos e auxiliar na gestão de imagem.

No centro do esquema está o cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan SP, apontado como principal beneficiário econômico da estrutura investigada. A operação também resultou na prisão de outros influenciadores, incluindo Chrys Dias.

Ainda conforme a apuração, Raphael recebeu cerca de R$ 370 mil por serviços de publicidade ligados ao artista. Parte do valor foi movimentada entre 2024 e 2025, enquanto outra quantia teria origem em uma transferência feita por terceiro não identificado. A defesa sustenta que os pagamentos são compatíveis com práticas comuns do meio artístico e nega qualquer participação em atividades ilegais.

O caso é um desdobramento de outras operações da Polícia Federal e teve origem na análise de dados obtidos do contador Rodrigo de Paula Morgado, que revelou uma estrutura paralela de movimentação financeira para ocultar recursos ilícitos.

A equipe jurídica do influenciador informou que continuará acompanhando o processo e adotando as medidas necessárias ao longo da investigação.

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