Goiás
Após polêmica, delegado do ‘fragrante’ é transferido de Cocalzinho de Goiás
Decisão ocorre após pressão da OAB e questionamentos sobre atuação no caso
Divulgação/Vídeo
A Polícia Civil de Goiás determinou a transferência do delegado Christian Zilmon após a repercussão da prisão da advogada Áricka Rosalia Alves, ocorrida dentro de um escritório em Cocalzinho de Goiás. A decisão foi formalizada na quarta-feira (22), e o delegado passa a atuar em Águas Lindas de Goiás.
A mudança foi adotada após a Ordem dos Advogados do Brasil em Goiás (OAB-GO) intervir no caso e apontar possível abuso na condução da prisão. A advogada havia se manifestado contra o arquivamento temporário de um boletim de ocorrência relacionado ao delegado antes de ser detida.
Além da transferência imediata, sem prazo para deslocamento, a Polícia Civil publicou uma portaria que proíbe delegados de atuarem em investigações ou efetuarem prisões em situações nas quais tenham participação direta.
Outro ponto que passou a ser apurado envolve o uso de um drone que teria sobrevoado a residência da advogada. A OAB-GO solicitou esclarecimentos sobre a possível ligação do equipamento com o delegado. Imagens registradas por familiares mostram a aeronave em operação sobre o imóvel.
O delegado nega qualquer irregularidade. Em manifestações públicas, ele apresentou registros de voo e afirmou que o equipamento não foi utilizado para monitoramento, além de relatar que o drone estaria com defeito e que os voos ocorreram em datas distintas.
A prisão de Áricka ocorreu sob suspeita de difamação em redes sociais. Ela foi liberada posteriormente e informou que pretende adotar medidas judiciais em relação ao caso.
A investigação segue em andamento, e não houve atualização oficial com novos desdobramentos até o momento.































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