Goiás, 1 de maio de 2026
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Justiça condena mãe e filho por ataque que matou estudante

Crime em Anápolis deixou um adolescente morto e dois feridos após briga marcada

Justiça condenou mãe e filho pela morte de Nicollas Serafim e por duas tentativas de homicídio em Goiás — Foto: Reprodução

A Justiça de Goiás definiu a condenação de uma mãe e seu filho pelo ataque que resultou na morte de um adolescente de 14 anos, em Anápolis. O episódio, ocorrido em frente a uma escola, também deixou outros dois jovens feridos. As penas impostas aos dois somam quase sete décadas de prisão.

O julgamento aconteceu no Tribunal do Júri e foi considerado extenso, com cerca de 12 horas de duração. A decisão judicial levou em conta fatores como a vulnerabilidade das vítimas e o perigo causado a outras pessoas presentes no momento do crime.

Maria Renata de Merces Rodrigues recebeu pena de 40 anos de prisão. Já Kaio Rodrigues Matos foi condenado a 29 anos e 7 meses. Ambos deverão cumprir a pena em regime fechado e não poderão aguardar recursos em liberdade.

A condenação inclui homicídio qualificado e duas tentativas de homicídio. No caso envolvendo corrupção de menores, apenas a mãe foi considerada culpada.

A sentença também estabelece compensações financeiras às vítimas. A família do adolescente que morreu deverá receber R$ 150 mil, enquanto os dois sobreviventes terão direito a R$ 75 mil cada.

O crime ocorreu no dia 20 de fevereiro de 2024, na saída do Colégio Estadual Leiny Lopes de Souza. A investigação apontou que o conflito começou em ambiente virtual, após desentendimentos em um jogo online que evoluíram para ameaças e um encontro presencial.

No local, houve uma briga envolvendo vários adolescentes. Durante o confronto, três jovens foram atingidos. Um deles morreu ainda no local, enquanto os outros dois foram hospitalizados em estado grave e conseguiram sobreviver.

Conforme a apuração, a mãe estava com um martelo e o filho com uma faca no momento das agressões.

Ao anunciar a sentença, o juiz responsável destacou a necessidade de reflexão antes de atitudes impulsivas, ressaltando que decisões tomadas sob pressão podem gerar consequências graves.

As defesas dos condenados informaram que vão recorrer da decisão. Os advogados apontam que aspectos relacionados à definição das penas ainda precisam ser reavaliados pelas instâncias superiores.

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