Goiás, 31 de agosto de 2026
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Pesquisa revela interesse de 95% dos goianos em sẃing

Levantamento nacional aponta que maioria dos entrevistados goianos já pratica, experimentou ou demonstra curiosidade sobre a troca de casais.

Goiás aparece entre os estados analisados em uma pesquisa que investigou hábitos, interesses e percepções relacionadas ao chamado universo liberal. O levantamento da Sexlog indica que 95% dos participantes goianos têm algum nível de interesse pelo swing.

O resultado considera diferentes perfis: pessoas que praticam atualmente, aquelas que já tiveram contato com a experiência e quem ainda não participou, mas demonstra curiosidade.

Entre os entrevistados no estado, 26,5% afirmaram ser praticantes. O índice é praticamente o mesmo encontrado no Brasil, de 26,4%.

A pesquisa identificou ainda que 30,4% dos goianos já experimentaram a troca de casais pelo menos uma vez. Outros 38,1% nunca tiveram essa experiência, mas disseram ter interesse em conhecer a prática.

O que leva os goianos a experimentar

A procura por novidades e aventuras foi apontada como o principal motivo para a experiência, reunindo 20,1% das respostas.

A possibilidade de realizar fantasias aparece em segundo lugar, com 15,3%.

Os participantes também relataram fatores que dificultam a decisão de experimentar. O medo da reação ou julgamento de outras pessoas foi citado por 15%, seguido pelo ciúme, com 14,2%. A religião apareceu como obstáculo para 4,1%.

A percepção sobre a mudança de comportamento da sociedade também foi investigada. Para 82,6% dos participantes de Goiás, os brasileiros estão atualmente mais abertos a discutir o assunto. A média nacional ficou em 80,4%.

Conversa entre parceiros

Outro ponto analisado foi a relação entre a prática e a vida a dois.

Os entrevistados de Goiás atribuíram média de 3,24, em uma escala de cinco pontos, quando avaliaram possíveis efeitos positivos sobre o relacionamento. No país, a nota média foi de 3,16.

A disposição para conversar sobre o assunto com o parceiro recebeu 3,14 pontos entre os goianos, mesmo resultado registrado na média brasileira.

Quando questionados sobre como o tema poderia deixar de ser tão associado ao preconceito, 65,5% defenderam maior abertura para conversar sobre sexualidade. A educação sexual foi apontada por 37,2%.

Mais da metade dos participantes de Goiás, 54,3%, disse preferir encontros presenciais. Entre os praticantes, a frequência mais comum é eventual, sem uma periodicidade definida.

Perfil dos entrevistados

O levantamento mostra uma participação majoritariamente masculina em Goiás: 75,5% dos respondentes são homens e 19,8% são mulheres.

A faixa etária com maior presença é de 35 a 44 anos.

No resultado nacional, porém, a maior concentração de praticantes ativos está em outra faixa etária. Entre brasileiros de 55 a 64 anos, 28,4% afirmaram praticar swing.

Diferenças entre os estados

A pesquisa nacional registrou 41,8% de brasileiros curiosos sobre a prática, 28,8% que já experimentaram e 26,4% que afirmam praticá-la atualmente.

Roraima lidera entre os estados avaliados em percentual de praticantes, com 35,7%. Depois aparecem Rio Grande do Norte, com 32,1%, e Bahia, com 31,6%.

Na Bahia, 19,9% apontaram a possibilidade de conhecer e se conectar com outras pessoas como principal atrativo. No Maranhão, 86,5% acreditam que o Brasil está mais aberto ao tema, enquanto 13,5% citaram o julgamento social como barreira.

O Rio de Janeiro registrou 29,7% de praticantes e 31,9% de pessoas que já experimentaram. A frequência mensal foi indicada por 33,8% dos participantes.

Em São Paulo, 30,8% já haviam experimentado, mas o percentual de praticantes atuais ficou em 24,4%.

No Distrito Federal, 32,9% dos entrevistados já tiveram a experiência. O estado também registrou 17,1% de respostas relacionadas ao medo de julgamento e 27,2% apontando influência religiosa como obstáculo.

Santa Catarina, por sua vez, apresentou o maior grupo de curiosos que ainda não experimentaram, com 44,6%. A frequência mensal apareceu em 31,1% das respostas. Entre as cidades analisadas, Florianópolis teve a maior proporção de relacionamentos abertos, com 5,9%.

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