Goiás, 30 de abril de 2026
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Píton vista em rua escapou antes de apresentação, diz polícia

Após resgate, polícia identifica irregularidade e apreende animal exótico

Divulgação

O caso da píton encontrada em Aruanã, que já havia repercutido após o resgate do animal, teve novos desdobramentos. A serpente, com mais de três metros, foi apreendida após a Polícia Civil identificar irregularidades na sua posse.

Antes disso, o animal chegou a fugir. De acordo com a apuração, ele seria levado para uma apresentação em Jussara, mas escapou ao ser deixado em uma residência. A captura ocorreu dias depois, às margens do Rio Araguaia, com atuação do Corpo de Bombeiros.

Apesar de inicialmente ter sido devolvida ao homem que se apresentou como dono, a situação mudou após análise dos documentos. A autorização apresentada não possuía validade legal.

A investigação aponta que o responsável mantinha a cobra há cerca de sete anos, mas não conseguiu comprovar origem regular nem autorização de órgãos competentes.

A Polícia Civil destaca que a criação de animais silvestres exóticos depende de autorização do Ibama. Sem isso, a prática pode ser enquadrada como crime ambiental, com previsão de multa elevada e detenção.

O caso também levanta preocupação ambiental. Espécies exóticas, como a píton birmanesa, podem causar impactos significativos ao ecossistema local.

Após a apreensão, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres, em Goiânia. A destinação deve ser um zoológico, enquanto a origem da cobra segue sendo investigada.

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