Goiás
Pastor é preso em Anápolis suspeito de estuprar crianças
Investigado de 53 anos teria deixado Anápolis após ser confrontado pelas famílias e foi encontrado em Mutunópolis durante operação policial.
Divulgação/PC
A Polícia Civil prendeu um homem de 53 anos investigado por crimes de estupro de vulnerável contra três crianças em Anápolis, no centro de Goiás. O suspeito, que era pastor evangélico, teria utilizado a posição que ocupava na comunidade religiosa para estabelecer contato próximo com as famílias.
As vítimas têm entre 8 e 12 anos. A investigação aponta que o homem teria cometido os abusos em diferentes ocasiões, aproveitando-se de situações em que tinha acesso às crianças. Entre os momentos citados pela polícia estão cultos, visitas às residências, comemorações e velórios de familiares.
O caso veio à tona depois que as crianças passaram a contar aos familiares, individualmente, sobre os abusos que estariam sofrendo. As famílias frequentavam a igreja que, segundo a investigação, havia sido fundada pelo próprio pastor.
Depois que os relatos foram descobertos, o investigado teria sido confrontado pelos familiares. Na sequência, conforme a Polícia Civil, ele encerrou as atividades da igreja e deixou Anápolis, passando a se esconder na região do entorno de Brasília.
A delegada Aline Lopes, responsável pelo caso, informou que a polícia decidiu solicitar a prisão do homem à Justiça diante da possibilidade de que ele voltasse a exercer atividades religiosas e pudesse fazer novas vítimas.
Com o avanço das investigações, o suspeito teria ido para Mutunópolis. A prisão foi possível após a troca de informações entre a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) e o Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Porangatu.
O homem foi preso na quarta-feira (29) e encaminhado para o presídio de Porangatu. A expectativa é que ele seja transferido para Anápolis.
O investigado deverá responder por três acusações de estupro de vulnerável. Cada crime prevê pena de 10 a 18 anos de prisão em caso de condenação.
A Polícia Civil divulgou a imagem do suspeito para tentar identificar outras possíveis vítimas. Até a publicação da reportagem, não havia sido localizada a defesa do investigado.


































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