Goiás, 20 de agosto de 2026
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Política

Justiça Eleitoral investiga vídeo de Lula com 10 dedos

TRE do Ceará quer saber se inteligência artificial foi usada em peça publicada por políticos durante apoio a Elmano de Freitas.

Um vídeo de apoio político ao governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), entrou no radar da Justiça Eleitoral por um detalhe que chamou atenção: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece na gravação com dez dedos.

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) determinou que o prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão (PT), o senador Camilo Santana (PT) e o ex-secretário da Casa Civil Chagas Vieira (PDT) esclareçam se a produção utilizou inteligência artificial.

A gravação foi divulgada em 2 de julho e apresenta Elmano em diferentes cenas. Em uma das transições, o governador é transformado digitalmente em Lula. É nesse momento que o presidente aparece com os dez dedos das mãos.

A imagem chamou atenção porque Lula perdeu o dedo mínimo da mão esquerda em um acidente de trabalho ocorrido nos anos 1960, época em que trabalhava como torneiro mecânico.

Caso começou após representação do PL

A investigação eleitoral teve origem em uma reclamação apresentada pelo PL. O partido apontou possível propaganda antecipada e também questionou a utilização de inteligência artificial no material divulgado durante o período de apoio à campanha de reeleição de Elmano.

A peça permanece publicada no perfil de Chagas Vieira e não apresenta, conforme apontado no processo, uma indicação de que tenha sido criada ou alterada com o uso de IA.

Ao analisar o caso, a Justiça Eleitoral destacou que a existência de uma imagem aparentemente manipulada não basta para presumir que houve utilização de inteligência artificial. A decisão aponta a necessidade de um indício mínimo que sustente essa hipótese antes que seja exigida dos responsáveis a comprovação sobre a origem do conteúdo.

Por isso, Evandro Leitão, Camilo Santana e Chagas Vieira deverão prestar esclarecimentos sobre a produção do vídeo.

O espaço fica aberto caso as partes queiram se manifestar.

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