Goiás, 21 de outubro de 2026
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Goiânia

Professora de 79 anos fica em estado grave após ataque com vidro em Goiânia

Professora aposentada da UFG sofreu múltiplos ferimentos após ser atingida com uma garrafa quebrada. Suspeito de 22 anos está preso preventivamente.

Elizabeth Caramaschi, de 79 anos, foi atacada em Goiânia — Foto: Reprodução

Uma professora aposentada de 79 anos foi vítima de um ataque violento no Setor Bueno, em Goiânia. Elizabeth Caramaschi, que atuou na Universidade Federal de Goiás (UFG), sofreu quatro perfurações nas costas, um corte no rosto e traumatismo craniano. O caso é investigado como tentativa de feminicídio.

O suspeito, Kaio Kalton de Brito Soares, de 22 anos, foi detido em flagrante no domingo (18). Após audiência de custódia realizada na segunda-feira (19), a Justiça determinou que ele permanecesse preso preventivamente.

O ataque foi registrado por câmeras de segurança. As imagens mostram Elizabeth andando pela rua antes de ser abordada pelo homem, que estava com uma garrafa de vidro quebrada.

Violência começou após outra confusão

Antes de atingir a professora, o investigado teria se envolvido em uma briga com outro homem, que conseguiu escapar. Na sequência, Elizabeth foi atacada.

A gravidade dos ferimentos levou ao encaminhamento da idosa ao Hospital Estadual de Urgências de Goiás Dr. Valdemiro Cruz (Hugo). Até a publicação da reportagem original, a unidade de saúde não havia informado novos detalhes sobre a condição clínica dela.

O filho da professora, Thiago Caramaschi, falou sobre o ocorrido em entrevista à TV Anhanguera e relatou que a mãe foi derrubada e atingida repetidamente durante a agressão.

Suspeito foi baleado durante a abordagem

Após o ataque, Kaio teria se afastado do local e resistido à ação policial. Segundo informações divulgadas pela TV Anhanguera, ele não obedeceu às determinações dos policiais militares, quebrou outra garrafa de vidro e avançou contra os agentes, fazendo ameaças de morte.

Os policiais atiraram nas pernas do investigado para conseguir contê-lo. Em seguida, ele foi encaminhado para atendimento hospitalar.

Na audiência de custódia, o juiz Eduardo Pio Mascarenhas da Silva avaliou a quantidade de golpes, o uso de uma garrafa quebrada e a vulnerabilidade física da vítima para justificar a manutenção da prisão.

A decisão apontou que as circunstâncias do ataque indicavam risco concreto à ordem pública, levando à conversão da prisão em flagrante em preventiva.

A Defensoria Pública do Estado de Goiás, que representou o investigado durante a audiência, foi procurada pela reportagem original, mas não havia respondido até a última atualização do texto.

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