Goiás, 1 de março de 2026
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Diversidade

Excesso de proteína pode virar problema, alerta médico

Especialista aponta que maioria da população já consome o suficiente e alerta para riscos do exagero.

Divulgação

O mercado de whey protein vive um momento de expansão acelerada no Brasil. Entre 2020 e 2025, o setor registrou crescimento médio anual de 8% e o país passou a responder por mais de 58% do consumo da proteína do soro do leite na América do Sul.

A popularização de alimentos rotulados como “high protein” acompanha esse movimento. No entanto, especialistas questionam se o aumento da ingestão está alinhado às reais necessidades do organismo.

A Organização Mundial da Saúde recomenda 0,8 grama de proteína por quilo de peso corporal ao dia para adultos saudáveis. Pesquisas da Universidade de São Paulo mostram que a dieta do brasileiro, em geral, já alcança esse patamar.

Quando faz sentido aumentar

O nutrólogo Dr. Mário Cesar Borges, da Unimed Goiânia, afirma que a proteína desempenha papel fundamental na manutenção da massa muscular, produção de enzimas e recuperação após exercícios.

Ele destaca que atletas e praticantes de musculação podem se beneficiar de ingestões entre 1,2 e 1,6 g/kg/dia. Idosos também costumam demandar maior aporte para preservar funcionalidade.

Fora dessas situações, o excesso pode resultar em consumo calórico elevado e redução de outros nutrientes importantes, como fibras e micronutrientes.

Suplemento não substitui alimentação equilibrada

Segundo o médico, whey protein pode ser uma ferramenta útil, mas deve ser utilizado como complemento e não como base da alimentação.

Ele reforça que decisões alimentares devem considerar idade, composição corporal, rotina e histórico de saúde, evitando seguir tendências sem orientação profissional.

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