Diversidade
Mulher diagnosticada com 73 tumores emociona redes sociais: ‘Sou mais forte e venci’
Aposentada de 60 anos convive com o câncer há quase três décadas e já passou por dezenas de exames e tratamentos.
A história de resistência da aposentada Hilária Mireski, de 60 anos, voltou a chamar atenção nas redes sociais. A brasileira convive com o câncer há 28 anos e já recebeu 73 diagnósticos de tumores, um caso que tem gerado forte repercussão na internet.
Ao longo desse período, ela passou por mais de 87 biópsias e diversos procedimentos médicos. Atualmente, afirma seguir em tratamento no Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, instituição conhecida pelo atendimento especializado em oncologia.
De acordo com o histórico da doença, os primeiros diagnósticos surgiram entre 1998 e 2006, quando os médicos identificaram apenas carcinoma basocelular, um tipo de câncer de pele relativamente comum.
Com o passar do tempo, porém, o quadro clínico mudou. Os tumores passaram a apresentar características mais agressivas e invasivas.
A progressão da doença trouxe consequências graves. Em um dos momentos mais delicados do tratamento, Hilária perdeu o olho e o nariz em decorrência das complicações causadas pelos tumores.
Apesar das dificuldades, ela relata que nunca abandonou a rotina de trabalho. Mesmo aos 60 anos, continua atuando em atividades da construção civil, auxiliando em tarefas como preparo de concreto, transporte de materiais e pintura de casas.
Antes do surgimento dos primeiros sinais da doença, Hilária trabalhou por quase dez anos na limpeza pública de Itaiópolis, em Santa Catarina, frequentemente sob exposição prolongada ao sol.
Foi durante esse período que surgiram manchas na pele, principalmente no rosto, nas costas, nos olhos e na cabeça. Os sinais levaram à investigação médica que confirmou o carcinoma basocelular.
Mesmo com tratamento contínuo, os tumores voltavam a aparecer. A repetição dos casos levou à realização de exames mais detalhados, que identificaram uma condição genética rara.
Os médicos diagnosticaram síndrome de Gorlin-Goltz, doença associada a mutações no gene PTCH1 e que aumenta significativamente o risco de desenvolvimento de diferentes tipos de câncer.
A história de Hilária segue repercutindo nas redes sociais e reforça debates sobre prevenção, diagnóstico precoce e cuidados com a exposição ao sol ao longo da vida.
































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