Goiás, 13 de março de 2026
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Síndico chora ao confessar assassinato de corretora em Caldas Novas; assista

Em depoimento, Cléber Rosa detalha o crime contra Daiane Alves; investigação da Polícia Civil aponta que o assassinato foi premeditado.

O síndico Cléber Rosa de Oliveira, de 49 anos, chorou durante o depoimento em que confessou ter assassinado a corretora de imóveis Daiane Alves Souza, de 43 anos, em Caldas Novas, no sul de Goiás. A gravação do interrogatório revela a versão apresentada pelo acusado sobre os momentos que antecederam o crime ocorrido em dezembro de 2025.

No relato, o suspeito afirma que encontrou a corretora no subsolo do condomínio onde ambos moravam. Segundo ele, o encontro ocorreu após uma discussão relacionada a problemas no prédio.

De acordo com o depoimento, Daiane teria descido até o estacionamento enquanto gravava vídeos com o celular e ameaçava denunciá-lo. O síndico afirmou que tentou pegar o aparelho da vítima e que a situação evoluiu para uma luta corporal.

Durante esse confronto, segundo a versão apresentada por Cléber Rosa, uma arma teria caído no chão e, enquanto os dois tentavam alcançá-la, ocorreram disparos que atingiram a corretora.

Ainda no depoimento, o suspeito relatou que, após o crime, colocou o corpo da vítima em um veículo e o levou até uma área afastada. Ele também afirmou que descartou a arma utilizada em um rio e que voltou ao condomínio no dia seguinte para lavar o local onde o episódio ocorreu.

Desaparecimento e localização do corpo

Daiane Alves desapareceu no dia 17 de dezembro de 2025, depois de sair de seu apartamento para verificar o motivo da falta de energia elétrica no imóvel.

Naquela noite, a corretora desceu pelo elevador do condomínio enquanto registrava a situação em vídeos feitos com o próprio celular. Após esse momento, ela não foi mais vista.

O corpo da vítima foi localizado apenas 42 dias depois, em 28 de janeiro, em uma área de mata no município de Ipameri, no interior de Goiás, a cerca de 15 quilômetros de Caldas Novas. A localização ocorreu depois que o síndico confessou o crime e indicou às autoridades o ponto onde havia deixado o corpo.

Investigação aponta planejamento do crime

Apesar da versão apresentada pelo acusado, a investigação da Polícia Civil de Goiás (PCGO) aponta indícios de que o assassinato foi planejado.

De acordo com os investigadores, o síndico teria acessado o subsolo do prédio por uma entrada lateral que estava em obras, o que teria evitado que fosse visto por outros moradores.

Além disso, a caminhonete dele teria sido estacionada em um ponto estratégico do estacionamento, facilitando a retirada da vítima do local após o crime.

Outro elemento considerado fundamental para o inquérito foi o celular da própria corretora. O aparelho foi recuperado pela perícia e registrou imagens que indicam a agressão cometida pelo síndico pouco antes da morte.

A Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito sobre o caso.

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