Goiás, 14 de outubro de 2026
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Política

Flávio Bolsonaro diz apoiar fim da escala 6×1, mas quer rever proposta

Segundo a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, o senador sinalizou a aliados e empresários que pretende discutir mudanças no texto caso seja eleito presidente.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que votará a favor do fim da escala de trabalho 6×1, mas indicou a aliados e representantes do setor empresarial que pretende rever pontos da proposta caso seja eleito. A informação foi publicada pela coluna Painel, da Folha de S.Paulo, nesta terça-feira (13).

Segundo a publicação, a sinalização foi feita em meio à pressão de empresários contrários ao texto e às cobranças para que o candidato apresentasse sua posição sobre a votação. Em um eventual governo, pontos da proposta seriam discutidos pelo Congresso Nacional.

A declaração ocorre após Flávio ter criticado anteriormente o fim da escala 6×1, classificando a iniciativa como inoportuna e eleitoreira. Ao anunciar apoio à votação, o senador passou a defender publicamente o avanço da medida, mas a intenção de rever dispositivos após as eleições levanta questionamentos sobre o formato que pretende apoiar.

O que Flávio Bolsonaro pretende mudar?

De acordo com a coluna Painel, a intenção atribuída ao senador não seria necessariamente abandonar a proposta de acabar com a escala 6×1, mas promover alterações que ampliem as possibilidades de negociação da jornada entre empresas e trabalhadores.

O debate envolve uma proposta associada ao senador Rogério Marinho (PL-RN), que prevê maior flexibilidade na organização do trabalho, com jornadas definidas a partir de horas negociadas entre patrões e empregados.

Setores da oposição defendem esse modelo, enquanto governistas apontam que flexibilizações podem reduzir a proteção trabalhista. Os efeitos dependeriam das regras aprovadas, especialmente em relação à distribuição das horas, ao descanso semanal e às condições de contratação.

A reportagem da Folha, porém, não detalha quais dispositivos Flávio pretende alterar nem como as mudanças seriam implementadas. Por isso, ainda não é possível determinar quais direitos poderiam ser afetados por uma eventual revisão.

Senado deve discutir redução da jornada

A proposta em debate prevê reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso. O tema ganhou espaço na campanha presidencial, especialmente após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defender o avanço da medida antes do segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Para esta quarta-feira (14), está prevista uma votação no Senado, em meio à disputa entre governo e oposição sobre o formato e o ritmo da tramitação.

Defensores da redução da jornada destacam possíveis benefícios para a qualidade de vida e o tempo de descanso dos trabalhadores. Já representantes do setor empresarial manifestam preocupação com os custos e os impactos econômicos da mudança.

Nesse contexto, além de confirmar como votará, Flávio Bolsonaro ainda precisa esclarecer quais alterações pretende defender caso chegue à Presidência. O conteúdo dessas possíveis mudanças é central para avaliar o alcance do apoio anunciado ao fim da escala 6×1.

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