Goiânia
Defesa alega surto e tenta tirar da prisão dentista acusada de matar jornalista em Goiânia
Pedido protocolado pela defesa sustenta que investigada estava sob grave intoxicação medicamentosa quando o jornalista Delson Carlos foi morto.
Divulgação
A defesa de Renata de Almeida Pedreira e Sousa solicitou à Justiça a revogação da prisão preventiva da dentista investigada pela morte do jornalista Delson Carlos, em Goiânia. O pedido foi apresentado à 3ª Vara dos Crimes Dolosos contra a Vida.
Na petição, os advogados afirmam que a investigada apresentava um grave surto psicótico decorrente da ingestão de medicamentos sedativos no momento em que o crime ocorreu. Segundo a defesa, essa condição teria reduzido significativamente sua capacidade de compreender a natureza ilícita da própria conduta.
Para embasar o argumento, o escritório responsável pelo caso informou que o processo reúne vídeos, depoimentos e outros elementos que apontariam para o estado clínico da acusada. Os defensores entendem que, diante desse cenário, a manutenção da prisão preventiva seria excessiva.
O pedido também destaca que Renata não possui condenações anteriores, mantém residência fixa e exerce atividade profissional como dentista. Conforme a defesa, esses fatores demonstrariam a inexistência de risco concreto para a investigação ou para a ordem pública.
Outro ponto ressaltado é a possibilidade de reconhecimento da inimputabilidade ao término da ação penal. Caso isso ocorra, a defesa argumenta que a legislação prevê a aplicação de medida de segurança, razão pela qual sustenta que a prisão preventiva não seria adequada ao caso.
Os advogados ainda comunicaram que desistiram do habeas corpus anteriormente protocolado, optando por concentrar a estratégia processual no pedido de revogação da prisão.
Entenda o caso
Delson Carlos foi morto com golpes de faca na noite de 24 de julho, dentro do apartamento onde vivia, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal investigada é Renata de Almeida, que mantinha amizade com o jornalista havia mais de uma década.
Segundo informações da Polícia Militar, uma discussão ocorreu no imóvel enquanto quatro pessoas estavam presentes. Mesmo ferido, Delson conseguiu sair do apartamento, mas caiu no corredor do prédio, onde morreu. O cachorro da vítima também foi encontrado morto.
Após o episódio, Renata permaneceu isolada no apartamento por aproximadamente quatro horas. Ela foi retirada do imóvel por equipes do Bope e, posteriormente, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva, permanecendo sob custódia da Justiça.



































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