Política
Anápolis teria 3ª cesta básica mais cara do país
Pesquisa do NEPE-UEG aponta que custo de R$ 876,07 ficaria atrás apenas de São Paulo e Cuiabá
O custo da alimentação em Anápolis aparece entre os maiores do país. Em julho, a cesta básica pesquisada na cidade chegou a R$ 876,07 e, em uma comparação com as capitais brasileiras, ficaria na terceira colocação entre os maiores valores.
O levantamento é do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Universidade Estadual de Goiás (NEPE-UEG). Segundo a pesquisa, apenas São Paulo, com cesta de R$ 915,01, e Cuiabá, com R$ 881,27, apresentaram valores superiores.
O resultado ocorre mesmo após uma redução de 2,85% no preço dos alimentos em relação a junho. Naquele mês, a cesta havia custado R$ 901,76.
Em um ano, entretanto, o cenário é de alta. A cesta básica de julho ficou 12,92% mais cara do que a registrada no mesmo mês de 2025.
O tomate foi o produto que mais barateou durante o período analisado, com queda de 34,19%. Já o macarrão liderou as altas, com aumento de 14,83%.
Quanto uma família precisaria ganhar
O estudo também calcula qual seria a renda necessária para uma família de quatro pessoas conseguir cobrir adequadamente as despesas básicas em Anápolis.
Para julho, a estimativa chegou a R$ 10.996,66 por mês. O montante representa aproximadamente 6,78 salários mínimos, tomando como referência o piso de R$ 1.621.
Em junho, essa mesma estimativa era de R$ 11.319,12. A redução ocorreu no mesmo período em que houve recuo no preço da cesta básica.
O cálculo considera despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. A metodologia também leva em conta que a alimentação corresponde a 23,9% das despesas das famílias de menor renda em Goiás, conforme a Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE.
Quase 59% do salário mínimo
Para quem recebe apenas um salário mínimo, o custo da cesta representa uma parcela significativa da renda. Em julho, foram necessários 58,43% do salário mínimo líquido para comprar os produtos considerados no levantamento.
A pesquisa estima ainda o tempo necessário para custear esses alimentos. Considerando uma jornada de 44 horas por semana, um trabalhador precisaria dedicar 118 horas e 54 minutos de trabalho, o equivalente a aproximadamente 16,2 dias úteis, para comprar uma cesta básica.
Os preços foram acompanhados em sete supermercados de Anápolis, seguindo como referência a metodologia adotada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).



































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