Goiás, 21 de setembro de 2026
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Trabalho por demanda cresce e chega a 73 mil em Goiás

Levantamento do IMB aponta alta de 27% em um ano, mas atividades ainda representam 1,89% dos ocupados no estado

As atividades ligadas à chamada Gig Economy avançaram em Goiás e alcançaram 73,03 mil trabalhadores no terceiro trimestre de 2025. O número representa crescimento de aproximadamente 27% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando havia 57,45 mil pessoas nesse tipo de ocupação.

O levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB) aponta que o resultado é o maior registrado na série histórica analisada.

Entre os trabalhadores contabilizados estão profissionais que atuam com transporte de passageiros, entregas e serviços semelhantes. O maior grupo reunia motoristas de aplicativo e taxistas, com 45,2 mil pessoas.

Na sequência aparecem os entregadores que utilizam motocicleta, com 14,1 mil trabalhadores, e os mototaxistas, com 12 mil. Outros 1,8 mil utilizavam meios diferentes para realizar os serviços.

Crescimento desacelerou no curto prazo

Embora a comparação anual mostre uma expansão significativa, o cenário foi praticamente estável entre os dois últimos trimestres analisados.

O segundo trimestre de 2025 tinha aproximadamente 73,2 mil trabalhadores nessas atividades. No terceiro trimestre, o número ficou em 73,03 mil, uma redução de cerca de 142 pessoas.

A trajetória anual também não foi linear. O indicador avançou em 2023, perdeu força em 2024 e voltou a apresentar crescimento em 2025.

Participação no mercado de trabalho

O aumento do número de trabalhadores não significa que essas ocupações tenham passado a representar uma parcela ampla do mercado de trabalho de Goiás.

Dos 3,87 milhões de pessoas ocupadas no estado no terceiro trimestre de 2025, 1,89% estavam em atividades incluídas pelo levantamento na categoria Gig Economy.

No terceiro trimestre de 2024, a proporção era de 1,50%. A diferença entre os dois períodos foi de 0,39 ponto percentual.

Série histórica mostra avanço desde 2012

O crescimento também aparece quando o indicador é observado em um intervalo maior. Em 2012, a série do IMB registrava 18,87 mil trabalhadores nessas atividades.

Em 2023, o número havia chegado a 48,84 mil. No ano seguinte, alcançou 57,45 mil e, em 2025, chegou aos 73,03 mil.

Os números foram estimados pelo IMB com base na Pnad Contínua. O levantamento combina diferentes ocupações relacionadas ao transporte de pessoas, entregas e serviços semelhantes.

Por essa razão, os dados não permitem detalhar a composição dos 45,2 mil trabalhadores classificados como motoristas. Não é possível, a partir do levantamento, dizer quantos atuam exclusivamente por aplicativos e quantos são taxistas.

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