Goiás, 19 de setembro de 2026
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Chaminés de Fadas, em Campos Belos, começam a receber turistas

Formações geológicas de até 4 metros estão em fase de testes; abertura oficial deve ocorrer em setembro com limite inicial de 40 visitantes por dia

Foto: Reprodução/Instagram de Chaminés de Fada

As Chaminés de Fadas de Campos Belos, no nordeste de Goiás, começaram a receber os primeiros turistas em uma fase de testes antes da abertura oficial do atrativo. Localizadas em uma propriedade particular no povoado de Pouso Alto, as formações geológicas ainda têm acesso controlado por convites e inscrições prévias.

A inauguração oficial está prevista para setembro. Segundo a geóloga Joana Paula Sanchez, coordenadora do laboratório da Universidade Federal de Goiás (UFG) que participou da organização da visitação, o proprietário da área aguarda a confirmação do CNPJ. Um site também está sendo preparado para permitir reservas e auxiliar no controle dos visitantes.

Nesta primeira fase, o limite será de 40 pessoas por dia. A restrição foi definida para que os responsáveis possam acompanhar os possíveis impactos provocados pela circulação de turistas sobre as formações, consideradas frágeis.

Visitação terá acompanhamento obrigatório

O acesso às Chaminés de Fadas será feito com acompanhamento de um condutor local. Em determinados pontos do percurso, grupos maiores podem chegar a aproximadamente 15 ou 20 pessoas. Já na área onde ficam as formações, a entrada será limitada a seis visitantes por vez.

O trajeto tem cerca de 3 quilômetros, considerando ida e volta desde o local onde os veículos ficam estacionados. O responsável pela fazenda, Rodrigo Ferreira da Silva, classifica a trilha como fácil. Todo o passeio deve durar aproximadamente duas horas.

A entrada custa R$ 70 por pessoa. Além desse valor, há a cobrança de R$ 200 pelo condutor para grupos de até seis turistas. Durante os testes, o atrativo já recebeu visitantes de Goiânia e Brasília.

Por causa das altas temperaturas, a orientação é realizar a caminhada entre 6h e 10h ou das 15h às 18h. Os responsáveis também recomendam o uso de tênis ou botas, além de levar água e usar chapéu ou boné.

Regras foram definidas após meses de estudos

Antes da abertura aos turistas, pesquisadores passaram meses estudando como organizar a circulação de pessoas sem comprometer as estruturas naturais.

O laboratório coordenado por Joana realizou o inventário do patrimônio geológico e elaborou um estudo sobre o sistema de gestão de riscos e segurança do atrativo. A partir desse trabalho, foram definidos os limites de visitantes e os trechos que poderão ser acessados.

Os turistas não poderão deixar as trilhas, tocar ou subir nas formações. Também deverão caminhar com cuidado e retirar o próprio lixo da área. A proibição de contato com as estruturas é uma das principais medidas de preservação, já que eventuais danos podem ser irreversíveis.

Parte das Chaminés de Fadas permanecerá fechada. Uma área foi destinada exclusivamente à preservação e não será liberada ao público mesmo após a inauguração oficial.

O trecho também ficará restrito a pesquisadores. A intenção é manter uma parcela das formações sem interferência humana e preservar uma espécie de área de segurança para o patrimônio geológico caso alguma estrutura da região aberta à visitação seja danificada futuramente.

Formações chegam a 4 metros de altura

As Chaminés de Fadas estão em uma fazenda no povoado de Pouso Alto, em Campos Belos. As estruturas foram moldadas pela erosão natural ao longo de milhões de anos, e algumas chegam a aproximadamente 4 metros de altura. Segundo os estudos realizados na área, as formações mais antigas têm cerca de 80 milhões de anos.

O local já era conhecido pela família proprietária havia anos. Domingos Ferreira da Silva costumava chamar as estruturas de castelos e apresentou a área ao filho, Rodrigo.

Em 2021, a família procurou pesquisadores para compreender as características das formações encontradas na propriedade. Desde então, o local passou por estudos geológicos e, posteriormente, por uma etapa específica de planejamento para definir como o turismo poderia ser implantado sem comprometer as estruturas.

 

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