Goiás, 25 de outubro de 2026
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Diversidade

Eleitor joga urna eletrônica no chão e acaba detido

Confusão começou após discussão sobre fila preferencial em seção eleitoral; equipamento foi substituído e votação continuou normalmente.

Um eleitor foi detido neste domingo (25), em Fortaleza, após arremessar uma urna eletrônica ao chão durante uma discussão em uma seção eleitoral. O caso aconteceu na Escola Adalberto Studart Filho, no bairro Planalto Ayrton Senna, e levou à substituição do equipamento para que a votação pudesse prosseguir.

De acordo com informações da Polícia Federal, o desentendimento começou quando a esposa do suspeito, que está grávida e aguardava atendimento na fila preferencial, questionou a prioridade concedida a uma idosa que aparentava estar cansada.

A situação se agravou e o homem passou a discutir com mesários e com a presidente da seção eleitoral. Segundo a PF, ele tentou virar a mesa da responsável pelo local e, em seguida, lançou a urna eletrônica no chão.

Polícia precisou usar algemas para conter o eleitor

Ainda conforme a Polícia Federal, o homem e a esposa estavam exaltados durante a ocorrência. O suspeito teria resistido à abordagem policial, o que levou os agentes a utilizar comandos verbais em tom elevado e algemas para contê-lo.

O eleitor não teve a identidade divulgada e, segundo o Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), não estava registrado para votar naquela seção.

O homem ficou sob custódia da polícia após o episódio.

Urna foi substituída e votação continuou

A 93ª Zona Eleitoral providenciou a troca do equipamento danificado. Segundo o TRE-CE, a medida permitiu restabelecer o funcionamento da seção e manter a votação normalmente.

A mídia da urna danificada, que armazena os dados da votação, foi retirada e transferida para o equipamento substituto. Dessa forma, as informações registradas foram preservadas.

Depredação de urna pode resultar em prisão

Em nota, o TRE-CE informou que danificar uma urna eletrônica configura crime eleitoral. O artigo 339 do Código Eleitoral prevê, para a conduta, pena de reclusão de dois a seis anos, além de multa de cinco a 15 dias-multa.

O caso foi registrado durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25).

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