Goiás, 24 de junho de 2026
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Justiça condena Amado Batista a pagar R$ 453 mil após morte de criança em fazenda

Pais de menino de 3 anos receberão indenização por danos morais e pensão mensal; defesa do cantor anunciou recurso.

Cantor Amado Batista — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça de Goiás condenou o cantor Amado Batista ao pagamento de R$ 453 mil por danos morais aos pais de uma criança de 3 anos que morreu afogada em uma piscina existente na fazenda do artista, em Goianápolis, na Região Metropolitana de Goiânia. A defesa informou que irá recorrer da decisão.

A sentença fixou indenização de R$ 226.940 para cada um dos pais, que trabalhavam como caseiros da propriedade. O magistrado também determinou o pagamento de pensão mensal, calculada a partir da idade em que a criança completaria 14 anos até os 25 anos. Após esse período, o valor deverá ser reduzido gradualmente, seguindo a expectativa de vida divulgada pelo IBGE.

O caso ocorreu em maio de 2022. Segundo os autos, a família havia se mudado para a fazenda poucas semanas antes do acidente. Os pais afirmaram que chegaram a solicitar a instalação de uma proteção ao redor da piscina, mas alegam que o pedido não foi atendido.

Na ação judicial, eles sustentaram que a ausência de proteção adequada contribuiu para a tragédia. Também alegaram que houve falha no socorro prestado à criança após o afogamento.

Ao analisar o caso, o juiz reconheceu o sofrimento extremo causado pela perda do filho e entendeu que a indenização possui caráter compensatório e educativo. A decisão ainda determinou a correção monetária dos valores pelo IPCA e a incidência de juros pela taxa Selic, observando os critérios estabelecidos na sentença.

Defesa aponta culpa concorrente e anuncia recurso

Em nota, a defesa de Amado Batista informou que a decisão reconheceu a existência de culpa concorrente, por entender que também houve falha no dever de cuidado e vigilância em relação à criança.

Os advogados afirmaram ainda que não ficou comprovada a existência de pedido prévio para instalação de grades ou proteção na piscina. Além disso, alegaram cerceamento de defesa, sustentando que foi negada a realização de perícia técnica para avaliar as condições de segurança da propriedade.

Por discordar de parte dos fundamentos utilizados pelo Judiciário, a defesa comunicou que apresentará recurso às instâncias superiores.

Apesar disso, os representantes do cantor ressaltaram, em nota, o respeito à dor da família e afirmaram que os argumentos apresentados possuem caráter exclusivamente técnico-jurídico.

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