Goiás, 23 de outubro de 2026
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Homem é preso após filha denunciar estupros cometidos por 17 anos

Vítima contou que era ameaçada pelo pai e revelou os abusos depois que ele foi preso por outro crime

Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiás — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil prendeu preventivamente um homem de 48 anos suspeito de estuprar a filha por 17 anos em Goiás. A investigação aponta que os abusos começaram quando a mulher tinha 12 anos e prosseguiram até os 29 anos.

Segundo a delegada Aline Lopes, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a mulher só revelou o que acontecia depois que o pai foi preso por outro crime.

Ela já havia contado a familiares que sofria os abusos e relatou que teve uma criança em decorrência deles. À polícia, também afirmou que era ameaçada pelo pai e que tinha medo de contar o que acontecia.

Investigado teria obrigado filha a voltar para casa

De acordo com a Polícia Civil, o homem ameaçava a filha dizendo que, se fosse preso, sairia da cadeia e a mataria.

Ainda conforme a investigação, depois de ser colocado em liberdade pelo crime anterior, ele obrigou a mulher a voltar a morar com ele. O suspeito também teria usado a criança gerada em decorrência dos abusos para ameaçá-la, dizendo que poderia tirá-la da mãe caso ela não retornasse para a residência.

Os dois passaram a morar juntos com quatro crianças, com idades atualmente entre 1 e 11 anos. Segundo a delegada, eles viviam sozinhos no imóvel.

Com a prisão preventiva do homem, a mulher e as quatro crianças foram acolhidas.

Exames vão investigar possível paternidade

A polícia apura ainda se o investigado é pai biológico das quatro crianças que viviam na residência.

A suspeita existe, mas ainda não há confirmação. Para esclarecer a questão, foram coletadas amostras das crianças e solicitados exames de DNA.

O investigado se recusou a fornecer material biológico. Por isso, a polícia recolheu objetos pertencentes a ele para que a perícia tente obter material genético.

O DNA extraído será confrontado com as amostras das crianças para verificar a eventual paternidade.

Homem nega acusações

Segundo a delegada, o investigado negou os crimes, não quis prestar declarações à polícia e também recusou o fornecimento de material biológico. Ele informou que pretende falar somente perante a Justiça.

O nome do homem não foi divulgado. Por esse motivo, não foi possível localizar a defesa para manifestação até a última atualização das informações.

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