Goiás, 31 de outubro de 2026
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Diversidade

Uganda prende suspeito de matar 38 pessoas e consumir restos mortais

Mujurizi Moses foi preso após investigações sobre crimes ocorridos ao longo de 15 anos. Autoridades analisam evidências e possíveis ligações com desaparecimentos.

A polícia de Uganda investiga a possível participação de Mujurizi Moses em uma série de assassinatos que teriam sido cometidos entre 2010 e 2025. O homem foi preso sob suspeita de matar ao menos 38 pessoas e consumir restos mortais. Agora, os investigadores tentam determinar a extensão dos crimes e identificar possíveis vítimas ainda desconhecidas.

O caso ganhou repercussão após uma manifestação do general Muhoozi Kainerugaba, chefe das Forças de Defesa de Uganda. Na segunda-feira (26), ele descreveu o investigado como o pior assassino em série e canibal da história do país.

As autoridades ainda apuram as circunstâncias de cada morte atribuída a Moses.

Investigações incluem mortes de parentes e de uma idosa

Informações do jornal Daily Monitor apontam que entre as vítimas atribuídas ao suspeito estão um pastor e integrantes da família dele, um curandeiro e oito parentes de Moses. Outra morte investigada é a de uma idosa que teria sido golpeada com um facão na presença dos dois netos.

Os relatos reunidos pela imprensa local descrevem um modo de agir que incluiria invasões a residências e ataques contra pessoas que estavam nos imóveis. Também há informações de que o suspeito se aproximava de mulheres por meio de relacionamentos amorosos antes de matá-las.

Além de verificar a quantidade de vítimas, a polícia busca esclarecer se Moses teria cometido crimes a mando de terceiros, atuando como matador de aluguel.

Histórico de detenções entra na apuração

O Daily Monitor informou que o homem já havia sido detido em outras ocasiões nos últimos 15 anos. Entretanto, ele teria escapado ou sido colocado em liberdade em circunstâncias controversas.

De acordo com os relatos publicados, depois de fugir, Moses teria assassinado pessoas que ameaçavam denunciá-lo, com o auxílio de possíveis comparsas. A extensão dessa participação e as circunstâncias dos episódios precisam ser esclarecidas durante a investigação.

Após a nova prisão, a polícia comunicou ter localizado evidências físicas na residência do investigado. As autoridades também voltaram a examinar registros de pessoas desaparecidas na região para procurar possíveis vínculos com os crimes atribuídos a ele.

Declaração sobre pena de morte não define desfecho do caso

A repercussão também chegou à rede social X, onde Kainerugaba declarou que o suspeito seria julgado publicamente e executado.

A afirmação expressa a posição manifestada pelo chefe das Forças de Defesa de Uganda, mas não equivale a uma sentença. O resultado do caso dependerá dos procedimentos judiciais aplicáveis e das decisões das autoridades competentes.

Até o momento, segundo as informações fornecidas sobre a investigação, permanecem em aberto o número definitivo de vítimas e as circunstâncias de cada crime.

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