Goiás, 29 de outubro de 2026
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Política

Ministro relaciona queda do desmatamento à redução de impactos ambientais

Dados oficiais apontam recuo de 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado, enquanto incêndios florestais seguem sob investigação no Norte.

© Tânia Rêgo/Agência Brasil

A diminuição do desmatamento em dois dos principais biomas brasileiros evitou, em um ano, emissões de gases de efeito estufa equivalentes às do Japão, segundo o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. O cálculo considera o período entre julho de 2025 e julho de 2026 e foi mencionado durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Na entrevista, o ministro ressaltou que o desmatamento caiu 41,8% na Amazônia e 23,8% no Cerrado. Na Amazônia, o resultado representa o menor índice da série histórica iniciada em 1988.

Os números foram registrados pelo Projeto de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) e divulgados em 16 de outubro. Capobianco também afirmou que houve redução do desmatamento nos seis biomas brasileiros em 2025: Amazônia, Cerrado, Pantanal, Mata Atlântica, Caatinga e Pampa.

Para o ministro, os avanços ajudaram a impedir que os efeitos dos incêndios florestais recentes fossem ainda mais graves.

Operações tentam conter incêndios no Norte

As queimadas no Amazonas avançaram em direção ao Pará, onde incêndios também atingem a porção oeste do estado e contribuem para a piora da qualidade do ar.

Segundo Capobianco, ações coordenadas entre os governos federal, estaduais e municipais permitiram conter focos de calor no Amazonas. No Pará, os trabalhos seguem em andamento, com 361 grandes incêndios florestais já extintos e centenas de focos de calor ainda registrados.

A Casa Civil convocou uma sala de situação dedicada ao acompanhamento dos incêndios no Pará. A iniciativa ocorreu depois de uma mobilização anterior voltada ao cenário no Amazonas.

Eleições entram no contexto das investigações

A origem dos incêndios está sendo apurada pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal e por forças de segurança locais. O ministro afirmou haver indícios de ação humana e chamou atenção para o aumento dos focos de calor após o primeiro turno das eleições.

Capobianco ponderou, contudo, que as autoridades precisam determinar se a coincidência com o calendário eleitoral foi circunstancial ou se houve intenção de provocar incêndios diante de uma expectativa de impunidade.

No Amazonas, onze pessoas foram presas pela Polícia Militar em Autazes, no dia 18 de outubro, em ocorrência mencionada pelo ministro. Conforme Capobianco, a responsabilização depende dos crimes identificados em cada caso, e as penas podem chegar, somadas, a quatro anos de reclusão.

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