Goiás
Golpe na Caixa teria causado prejuízo milionário a clientes idosos em Goiás
Funcionário foi preso sob suspeita de movimentar quase R$ 2 milhões; vítimas afirmam que confiavam no empregado da agência de Santa Fé de Goiás.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
A confiança depositada em um funcionário da Caixa Econômica Federal terminou em prejuízos financeiros para clientes de Santa Fé de Goiás, no oeste do estado. O empregado foi preso suspeito de desviar recursos das contas de correntistas. Conforme informações da Polícia Civil obtidas pela TV Anhanguera, o total movimentado sob suspeita se aproxima de R$ 2 milhões.
Pelo menos sete clientes relataram desaparecimento de valores de suas contas. Uma das vítimas, uma aposentada de 82 anos, teve perdas superiores a R$ 700 mil. Outra aposentada, de 73 anos, informou ter ficado sem mais de R$ 70 mil.
As operações investigadas teriam acontecido ao longo de sete meses, entre dezembro de 2025 e julho de 2026. O nome do funcionário não foi divulgado, o que impediu a localização de sua defesa.
Investigação aponta movimentações entre contas
Segundo o delegado Luiz Antônio de Jesus Santos, o funcionário teria se aproveitado do acesso aos sistemas bancários para realizar saques e transferências. A suspeita é de que os recursos passavam por contas de outros clientes e de parentes dessas pessoas antes de serem direcionados à conta do próprio investigado.
A movimentação entre diferentes contas teria como objetivo dificultar a identificação do destino do dinheiro, conforme a explicação apresentada pelo delegado à TV Anhanguera.
As apurações também indicam que idosos representam a maior parte dos clientes prejudicados. Em alguns casos, a relação de confiança com o funcionário ultrapassava o atendimento bancário.
Vítimas dizem que confiavam no suspeito
A aposentada de 82 anos relatou que o funcionário frequentava sua residência e a acompanhava em deslocamentos para Goiânia e Jussara, onde realizava tratamentos. O vínculo de confiança, segundo o relato, fazia parte da relação que ela mantinha com o empregado.
Já a mulher de 73 anos contou que acreditava na boa conduta do funcionário por causa da confiança pessoal e do cargo de gerente que ele ocupava. Ela afirmou que a perda comprometeu sua capacidade de pagar despesas e custear consultas médicas.
Banco abre procedimento interno e afasta empregado
A Caixa informou à TV Anhanguera que instaurou um processo disciplinar e afastou o funcionário enquanto o procedimento interno estiver em andamento.
O banco declarou que está colaborando com as autoridades. Como o caso tramita sob sigilo, as informações serão encaminhadas à Polícia Federal, responsável pela continuidade da investigação. A instituição também informou que acompanha operações suspeitas como parte de suas medidas de prevenção a fraudes.
As ocorrências foram inicialmente registradas pela Polícia Civil. Por envolver uma instituição financeira da União, no entanto, a investigação seguirá sob responsabilidade da Polícia Federal.




































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