Goiás, 5 de agosto de 2026
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Política

Flávio Dino autoriza investigação da PF contra filho de Lula

Ministro do STF também determinou abertura de inquérito para apurar vazamento de informações sigilosas sobre o caso.

© Rosinei Coutinho/SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou nesta terça-feira (4) a abertura de uma investigação da Polícia Federal (PF) contra o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A apuração foi solicitada pela Polícia Federal para investigar a suposta atuação de um grupo que teria mantido negócios ilícitos com órgãos do governo federal. Os detalhes do procedimento estão sob segredo de Justiça e, por isso, não foram divulgados.

Na mesma decisão, Flávio Dino determinou a instauração de um inquérito para investigar o vazamento de informações sigilosas relacionadas às investigações. O pedido foi apresentado pela defesa de Lulinha.

Com a autorização, Lulinha passa a ser alvo de três inquéritos conduzidos pela Polícia Federal.

O primeiro investiga suspeitas de tráfico de influência envolvendo o Ministério da Saúde. A apuração envolve uma empresa do setor de cannabis medicinal interessada em firmar contratos com a pasta. Segundo as investigações, a empresa teria ligação com o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. A Polícia Federal ressalta que esse caso não tem relação com as fraudes em descontos de benefícios previdenciários.

Já o segundo inquérito apura supostas irregularidades na Dataprev, empresa pública responsável pelo processamento de dados da Previdência Social.

Defesa

Em nota, os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho afirmaram que receberam a abertura da nova investigação com tranquilidade e disseram que terão oportunidade de esclarecer todas as questões envolvendo as atividades pessoais e profissionais de Lulinha.

A defesa também sustentou que ele demonstrará não possuir qualquer relação com irregularidades e reiterou a expectativa de arquivamento do inquérito relacionado às fraudes no INSS.

Além disso, os advogados solicitaram providências contra o que classificaram como vazamentos recorrentes de informações sigilosas e criticaram a suposta utilização política de setores da Polícia Federal.

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