Goiás, 31 de outubro de 2026
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Goiás cria menos empregos em 2026, mas desemprego cai para 4%

Estado abriu 32,3% menos vagas formais entre janeiro e agosto na comparação anual; comércio começa a contratar para o Natal.

Foto: Canva

Goiás registrou uma redução na criação de empregos formais em 2026, apesar da queda na taxa de desemprego. Entre janeiro e agosto, foram abertas 50.529 vagas com carteira assinada, ante 74.644 no mesmo intervalo de 2025. A diferença representa um recuo de 32,3% na geração de novos postos, segundo levantamento publicado pelo Diário de Goiás com base em dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged).

A desaceleração não significa que o estado tenha perdido 32,3% dos empregos existentes. O saldo continua positivo, indicando que houve mais admissões do que desligamentos, mas em volume menor que no ano anterior. Ao mesmo tempo, a taxa de desemprego goiana passou de 5,1% no primeiro trimestre para 4% no segundo trimestre de 2026.

Agosto registra alta na abertura de vagas

Os dados mensais mostram um cenário diferente da comparação acumulada do ano. Em agosto, Goiás criou 3.496 empregos formais, número 12,95% maior que o registrado no mesmo mês de 2025.

O setor de serviços liderou o resultado, com saldo de 2.884 vagas. O comércio acrescentou 976 postos, enquanto a construção civil abriu 669 e a indústria, 440. Já a agropecuária teve saldo negativo de 1.473 vagas.

Comércio prepara contratações para o fim do ano

As vendas de Black Friday e Natal devem movimentar o mercado de trabalho nos próximos meses. Uma pesquisa nacional da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a OfferWise, estima a abertura de aproximadamente 130 mil vagas temporárias e efetivas no comércio e nos serviços brasileiros até dezembro. A previsão supera em 12 mil o total projetado para 2025.

A remuneração média esperada, porém, é de R$ 1.805, valor R$ 138 abaixo do registrado no ano passado. O estudo não detalha quantas dessas oportunidades devem ser abertas especificamente em Goiás.

Entre as funções com maior procura estão vendedor, responsável por 23% das oportunidades previstas, ajudante, com 22%, e entregador, com 10%. Metade dos empregadores que pretendem contratar considera oferecer vagas temporárias, enquanto 39% planejam admissões por prazo indeterminado. Novembro deve concentrar 24% das contratações.

O presidente da CDL Goiânia, Gustavo de Faria, avalia que as oportunidades sazonais também podem abrir caminho para vínculos permanentes. Segundo ele, o movimento provocado pela Black Friday e pelo Natal leva empresas a ampliar as equipes, e o desempenho dos profissionais pode contribuir para a efetivação após o período temporário.

Queda do desemprego não significa mais vagas formais

A redução da taxa de desemprego e o menor saldo de novas vagas podem ocorrer ao mesmo tempo porque os indicadores medem aspectos diferentes do mercado de trabalho. O Novo Caged acompanha admissões e desligamentos em empregos formais. Já a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) considera diferentes formas de ocupação, incluindo o trabalho informal.

No Brasil, foram criados 1,13 milhão de empregos formais entre janeiro e agosto de 2026. Somente em agosto, o saldo nacional foi de 165.827 postos, elevando para 48,2 milhões o total de trabalhadores com vínculo formal.

Em Goiás, o desempenho até o fim do ano dependerá da evolução das contratações e da manutenção dos profissionais depois das festas. A expectativa de vagas no comércio pode ampliar as oportunidades para quem procura emprego, mas não garante que o estado volte ao ritmo de geração registrado em 2025.

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